Indústria de energia solar da China segue no vermelho, enquanto guerra comercial agrava problemas

Por Colleen Howe

PEQUIM (Reuters) – Os fabricantes de equipamentos de energia solar da China divulgaram perdas nesta semana, enquanto a guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, pressiona ainda mais a demanda em um setor no qual os principais fabricantes já estavam enfrentando preços baixos e tarifas sobre exportações aos Estados Unidos.

Os principais produtores da cadeia solar, Longi Green Energy e JinkoSolar, relataram um prejuízo líquido de 1,4 bilhão de iuanes (US$193 milhões) no primeiro trimestre, enquanto os prejuízos de seus pares JA Solar e Trina Solar totalizaram 1,6 bilhão de iuanes e 1,3 bilhão de iuanes, respectivamente.

A Longi, que também teve um prejuízo líquido de 8,6 bilhões de iuanes em 2024, disse a analistas em uma conferência que a demanda por produtos solares deveria ficar estável ano a ano em 2025.

“Durante o trimestre, os preços da cadeia de suprimentos da indústria solar estavam em nível baixo, combinados com as políticas de comércio exterior que impactam a demanda, todos os segmentos da indústria estavam sob pressão”, disse a Jinko, cujas perdas aumentaram frente ao quarto trimestre do ano passado.

As vendas de produtos solares da empresa, incluindo wafer de silício, células e módulos solares, caíram 12,68% em relação ao ano anterior, para 19.130 megawatts no trimestre.

A Jinko disse que viu um crescimento mais rápido nas regiões da Ásia-Pacífico e da África, embora a China, os EUA e a Europa continuem sendo os maiores mercados.

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